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Inexorável Solidão que acomete as almas
A meio caminho entre de onde e para onde
Cá onde o homem se engana e esconde
Buscando refúgio sempre em águas calmas
Mas, ai! Sempre lhe alcança tormenta
Testando-lhe cada tábua da barcaça
E inda que aos olhos venha a ser carcaça
Oculto no peito sopro há que o alenta.
Esperneia chorando como veio ao mundo
Quando o momento de deixá-lo se apresenta
A não ser que — por um breve segundo –
Tenha visto, através da tormenta,
E Desde o Silente mar profundo
A suave mão que lhe sustenta!





