wpid-header-2010-11-10-11-39.gifEu sempre quis ser escritor. Quando eu era menino, fantasiava sobre um livro que escreveria, e cheguei a imaginar quantas páginas tinha, como seria a capa, como terminaria, aspectos do enredo e outras características. Mas nunca consegui ter serenidade suficiente para dedicar-me ao projeto.
Mais tarde, quando topei com o TDAH, achei que era caso perdido, que eu jamais iria escrever algo longo o suficiente para ser chamado de livro. Ao longo desse tempo, escrevi diversos poemas, algumas estórias curtas, inúmeras postagens em diversos blogues que escrevo onanisticamente pela internet afora.
Então me deparei – recentemente – com o NaNoWriMo. A maratona literária americana, National Novel Writing Month é um concurso que muitos poderiam qualificar como literariamente irrelevante. Não há nenhum prêmio concreto, nem em dinheiro, nem em notoriedade; nenhuma antologia com os melhores textos, nenhuma das novelas escritas é publicada, nem na íntegra, nem em parte. Ainda assim, o número de participantes cresce à cada ano.
Eu tinha um projeto engavetado: escrever um livro contando a história da Casa da Esperança, a organização em que trabalho desde que me conheço por gente. Sou um bom contador de histórias, assim me dizem as pessoas que assistem às minhas palestras, ou foram meus alunos nos vários cursos que dei sobre o tema. Nunca me faltaram pessoas me dizendo que eu deveria reuni-las em um livro.
Mas o que me falta, e depois do diagnóstico de TDAH, ficou ainda mais claro por quê, é motivação contínua. Se uma pessoa sem TDAH começa um projeto, ela tem mais combustível por um tempo mais longo, porque ela consegue adiar melhor as recompensas pelo seu esforço. Uma pessoa como eu tem que ser recompensada quase continuamente para continuar motivada.
Dois fatores fizeram eu tirar a poeira binária do meu projeto: Um deles é a Ritalina, apelidada carinhosamente de “Tia Rita”, à qual eu resisti durante muitos anos, e a partir de cuja utilização eu entrei num estado de espírito que acreditei nunca ser capaz de conhecer; O outro é o NaNoWriMo.
Sorte minha, que sei ler em inglês. O Propósito principal do NaNoWriMo é prover estimulação contínua e recursos para o escritor de volume. A tarefa é uma só: escrever 50.000 palavras, das 0:00 do dia 01 de Novembro às 23:59 do dia 30. E a qualidade? Fica pra depois. Dezembro é o mês da edição e do controle de qualidade. Novembro é o mês do trabalho duro.
Futilidade, poderia dizer um colega procrastinador. Escritores consagrados, no entanto, insistem em dizer que se aprende a escrever, escrevendo. Drummond costumava comparar o ofício de poeta ao do funcionário público, batendo ponto, sempre no horário, cumprindo expediente (ou ao menos deveria, né?).
Estou utilizando uma ferramenta pela qual a cada dia me apaixono mais, chamada Scrivener. Escrevi recentemente uma resenha deste aplicativo em outro blog. Como todo bom processador de textos, ele apresenta a contagem de palavras, mas como um adicional, um painel flutuante mostrando quanto falta para as 50.000 palavras, e quantas escrevi de uma mesma vez, desde que entrei no programa.
No site do NaNoWriMo, posso adicionar outras pessoas para acompanhar seu ritmo de escrita, e comparar com o meu. Além disso, posso também assistir a vídeos incentivando à uma escrita sem auto-crítica, e a perseguir primeiro a quantidade, para posteriormente, como um escultor, ir lapidando a palavra.

http://www.viddler.com/simple_on_site/112ef5ee

Por conta deste estímulo constante, estou a quase um quinto do meu objetivo, que passou a não ser mais escrever um livro. Isso é grande demais. Dividir para conquistar. Para escrever um livro, tenho que: 1) produzir um rascunho, uma primeira versão. 2) Editar e Cortar, para ter um texto mais claro e conciso; e 3) conseguir um editor interessado em publicá-lo. Desisti de escrever um livro, por ora.
Agora a única coisa que importa, é escrever 50.000 palavras. Até dia 30. Em Dezembro, quem sabe. Ou como diz Fernando Pessoa:

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã… 
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, 
E assim será possível; mas hoje não… 
Não, hoje nada; hoje não posso.

Álvaro de Campos, “Adiamento”.

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Inexorável Solidão que acomete as almas
A meio caminho entre de onde e para onde
Cá onde o homem se engana e esconde
Buscando refúgio sempre em águas calmas

Mas, ai! Sempre lhe alcança tormenta
Testando-lhe cada tábua da barcaça
E inda que aos olhos venha a ser carcaça
Oculto no peito sopro há que o alenta.

Esperneia chorando como veio ao mundo
Quando o momento de deixá-lo se apresenta
A não ser que — por um breve segundo –

Tenha visto, através da tormenta,
E Desde o Silente mar profundo
A suave mão que lhe sustenta!

Quando em meu peito acende o amor por Ti
Sou assaltado de uma febre estranha
Que, desde dentro, ferve minhas entranhas
Chama que arde de onde nunca vi.

E ainda que ontem fosse um káfir
Hoje eu me sinto convertido em chama
Tu findas sempre em consumir quem ama
Submeter-se irrestrito a ti.

Um passa a vida em oração e: fim.
Morre esquecido do Amor Celestial
Outro consome-se a partir do mal
E finda por tornar-se um querubim

Maior que a vida de qualquer mu’min
É se deixar queimar por esta chama;
Só sabe o que é amor a ti quem ama
E sabe a ti consagrar o seu fim.

Abu Hamid Al-Ghazzali
De “La Alquimia de La felicidad”, Collección Generalife, Editorial Sufi, 2002

Este mundo é como um palco ou uma praça de mercado, pelo qual passam os peregrinos a caminho de outro mundo. É o lugar onde têm que abastecer-se para o caminho; Dito mais claramente, o homem adquire aqui, por meio de seus sentidos corporais, um certo conhecimento das obras de Deus e, através delas, de Deus mesmo, cuja visão vai constituir a sua felicidade futura. E é precisamente para adquirir este conhecimento que o espírito do homem desceu até este mundo de água e argila.

Enquanto seus sentidos lhe acompanham se diz que está “neste mundo”. Quando lhe abandonam, se diz que se foi ao outro mundo. Enquanto o homem está neste mundo, necessita de duas coisas: primeiro, a proteção e nutrição de sua alma; segundo, o cuidado e alimento de seu corpo.

O alimento apropriado para a alma, como vimos previamente, é o conhecimento e o amor de Deus, e ver-se absorvido pelo amor de outra coisa que não Deus é a ruína da alma. O corpo é, por assim dizer, a montaria da alma, e perece, enquanto a alma permanece. A alma deve cuidar do corpo da mesma forma que um peregrino que vai a Meca cuida de seu camelo;
Porém se o peregrino dedica todo o seu tempo a alimentar e adornar o seu camelo, a caravana lhe deixará para trás e perecerá no deserto. As necessidades corporais do homem são simples e estão compreendidas em três categorias: alimento, vestimenta, e abrigo; porém os desejos corporais com que foi dotado para que as satisfizesse podem revelar-se contra a razão, cujo desenvolvimento é posterior.

Portanto, como já vimos anteriormente, é necessário que sejam dominadas e contidas pelas leis divinas reveladas pelos profetas. Se consideramos o mundo no qual nos temos que desenvolver durante um tempo, encontraremos que está dividido em três reinos: animal, vegetal e mineral; O homem necessita constantemente dos produtos dos três, e deu lugar a três ocupações principais: tecedor, construtor e forjador. Estas, por sua vez, têm ramificações subordinadas, como as de alfaiate, pedreiro, ferreiro, etc.

Nenhuma delas pode ser totalmente independente das demais, e isso proporciona diversos contatos e relações comerciais, e estes, com demasiada freqüência, geral ocasiões para o ódio, para a inveja, os ciúmes e outras enfermidades da alma. Daqui nascem discussões e disputas, tornando necessário um governo político e civil, e o conhecimento da lei.

Desta forma, as ocupações e assuntos do mundo se tornaram mais e mais complicados e incômodos, principalmente devido ao fato de que os homens esqueceram que suas autênticas necessidades são apenas três: vestimenta, comida e abrigo, e que estas só existem com o único objetivo de fazer do corpo um veículo apropriado para a alma em seu caminho ao outro mundo. Caíram no mesmo erro do peregrino de Meca que mencionávamos mais acima, o qual, esquecendo-se do objetivo de sua caminhada, e de si mesmo, dedicava todo o seu tempo a alimentar e adornar seu camelo. A não ser que o homem mantenha uma vigilância muito estreita, é seguro que ficará fascinado e enredado pelo mundo que, como disse o profeta, “é um feiticeiro mais poderoso que Harut e Marut”(1).

O caráter enganoso do mundo se manifesta das seguintes maneiras: Em primeiro lugar, finge que sempre estará contigo, enquanto na realidade te escapa pouco a pouco, dizendo-te adeus como uma sombra que parece estática, mas que está em contínuo movimento. Também o mundo se apresenta sob o aspecto de uma bela feiticeira, que finge estar apaixonada por ti, que te mima, e após isto, se vai com teus inimigos, deixando-te para que morras de desgosto e desespero. Jesus (que a paz seja com ele!) Via o mundo com a forma de uma bruxa velha e feia. Lhe perguntou quantos maridos havia tido; ela respondeu: “inumeráveis”. Perguntou se haviam morrido ou se divorciado dela; Ela lhe disse que havia matado a todos. “Me surpreendem” – disse – “Esses néscios que vêem o que fizeste aos outros e ainda te desejam”.

Esta feiticeira se adorna com vestidos esplendorosos e cobertos de jóias e cobre sua cara com um véu. Depois, lança-se a seduzir os homens e são demasiados os que a seguem, até sua própria destruição. O Profeta disse que no dia do Juízo o mundo aparecerá com a forma de uma bruxa horrenda de olhos verdes e dentes proeminentes. Os homens, ao vê-la, dirão: “Piedade! Quem és?” E os anjos responderão: “É o mundo por cuja causa discutíeis e combatíeis amargando-vos as vidas uns dos outros”. Então ela será arrojada ao inferno de onde gritará: “Ó Senhor! Onde estão meus antigos amantes?” Então Deus dará a ordem para que sejam arrojados junto com ela.

Quem quer que contemple seriamente a eternidade passada, durante a qual o mundo não existia, e a eternidade futura, durante a qual não existirá, verá que se trata essencialmente de uma viagem na qual as jornadas estão representadas por anos, as léguas por meses, as milhas por dias e os passos por momentos. Com que palavras poderíamos descrever então, a loucura do homem que pretende convertê-lo em sua residência permanente, e faz planos para dez anos à frente que afetem coisas de que talvez nunca necessite, já que é muito possível que esteja enterrado em dez dias!

Aqueles que se entregaram sem limite aos prazeres do mundo, no momento da morte, serão como um homem que se empanturrou à saciedade de alimentos deliciosos, para, depois disso, vomitá-los. A delícia se perde, mas a desonra se mantém. Quanto mais abundantes tenham sido as posses que desfrutaram na forma de jardins, escravos, escravas, ouro, prata, etc., com maior intensidade sofrerão a amargura de perdê-las. Esta é uma amargura que durará mais do que a morte, já que a alma que converteu a avareza em um hábito permanente, sofrerá necessariamente no outro mundo das dores do desejo insatisfeito.

(1) Harut e Marut: Os dois anjos que – segundo o Alcorão – foram enviados a Babel para testar os homens. (Sura Al-Baqara /A Vaca – Versículo 102) “E seguiram o que os demônios apregoavam, acerca do Reinado de Salomão. Porém, Salomão nunca foi incrédulo, outrossim foram os demônios que incorreram na incredulidade. Ensinaram aos homens a magia e o que foi revelado aos dois anjos, Harut e Marut(34), na Babilônia. Ambos, a ninguém instruíram, se quem dissessem: Somos tão somente uma prova; não vos torneis incrédulos! Porém, os homens aprendiam de ambos como desunir o marido da sua esposa. Mas, com isso não podiam prejudicar ninguém, a não ser com a anuência de Deus. Os homens aprendiam o que lhes era prejudicial e não o que lhes era benéfico, sabendo que aquele que assim agisse, jamais participaria da ventura da outra vida. A que vil preço se venderam! Se soubessem..”
Eram detentores do conhecimento mágico.

Eu tenho um problema com as teorias do karma, e da reencarnação, mas nada que um pouco de imaginação não resolva. Em 2005, fiz uma viagem espiritual para Arcos de La Frontera, na Espanha, para encontrar meu Mestre, que só conhecia dos livros. Chegando por lá, adivinha quem eu encontrei? Uma garota autista, filha de uma pessoa do grupo da Alemanha, perfeitamente integrada na rotina do encontro. Uma garota linda, e muito simpática. Devia estar na casa dos trinta, ou quase. Ela me deu os remendos certos para essa história dos meninos estarem “pagando” algo, teoria que alimenta uma certa hipocrisia cercada de comiseração por todos os lados, frequente no espírito cristão em geral, e endêmica no mundo espírita (com algumas honrosas exceções, que admiro e respeito). Nem sempre é tão simples, estar passando por dificuldades porque se fez algo mau no passado que precisa ser reparado. Se assim fosse, Jesus Cristo deveria ter sido um grande escroque na sua penúltima encarnação, já que é aceito que ele sofreu pra dedéu antes de desencarnar na última. A mãe de Kathrin ( a garota autista alemã que mencionei) tem uma teoria, baseada nos antroposofistas que educaram sua filha de que os autistas são avatares ascencionados de outras dimensões, que vêm para a nossa de férias, ou a serviço. Sua carga de sofrimento (quando existe) é percebida de forma muito diferente por um espírito elevado. Meu Mestre, que é também o Mestre da mãe de Kathrin, nunca corroborou esse tipo de hipótese, porque, não seria decoroso a um muçulmano ficar dando seu Aval a teorias reencarnacionistas. No entanto, quando ela perguntou se Kathrin precisaria participar de exercícios espirituais em grupo ou individuais, já que ele a havia recebido de braços abertos no grupo, ele replicou: “Não há necessidade. Ela já vive num estado de oração”, ou algo do gênero. A imaginação humana é pródiga em inventar teorias espiritualistas para justificar suas atitudes, mas nenhuma mitologia, nem islâmica, nem budista, nem cristã, nem espírita ou qualquer que seja o rótulo da estorinha, corresponde à verdade. a Verdade é um mundo sem palavras, de onde todas elas provém, e ao qual nunca descreverão acuradamente. Assim, as histórias nos fazem, assim como as fazemos. Por isso a tarefa de um contador de histórias em qualquer sociedade é sagrada. Os autistas são seres especiais, isso é certo. De que maneira, é com cada um deles. Aqueles com os quais trabalho me ensinam mais do que eu a eles, e — por mais que isso soe clichê, ou piegas — estou sendo completamente sincero. Vejo meu trabalho como uma caminhada espiritual, algo que vai nos conciliar com nossa própria natureza mutante, e fazer de nós pessoas mais inteiras e mais parecidas com o que Deus planeja pra nós. É.. eu também sei inventar histórias. Através delas, é que me invento.

Essa versão da história da cigarra e da formiga é bastante inspiradora. Começa do mesmo modo: a formiga trabalhando e a cigarra cantando. A formiga advertindo, a cigarra desdenhando. O inverno chegando.
No dia mais frio do inverno, a formiga percebeu pancadas tímidas na sua porta e pensou: “deve ser a pobre cigarra, que desdenhou de todas as minhas avertências e admoestações, e agora precisa da minha ajuda”. E como era cristã e cumpridora de seu dever, a formiga abriu a porta com aquele misto de alívio e comiseração, sentimento tão frequente entre os caridosos…
A formiga estava certa. Era a cigarra. “Entre”, ela disse, com um tom de complacência na voz. “Pegue um pouco de comida”.
“Comida?” responde a cigarra. “Não, obrigada, não estou faminta.”
A formiga arregalou os olhos e só então percebeu um Rolls Royce estacionado na rua, na entrada do formigueiro. Voltou o olhar para a cigarra, que continuou:
“Na verdade, não preciso de nada. Enquanto eu cantava e você trabalhava, um caça-talentos me ouviu, gostou da minha voz e gravamos uns hits. Tá vendendo que nem água na Apple Store, e agora tou viajando pra Europa numa turnê internacional.”
A formiga estava estupefata. Olhos mais arregalados que os das saúvas vermelhas.
“Ouvi dizer”, disse a cigarra, “que você ama a Europa, especialmente a França. E como você sempre se preocupou comigo, me dando conselhos, tão bem intencionada, vim saber se você quer que eu lhe traga algo”
A formiga emburrou-se. De repente, estragou-se-lhe o dia. “Não”, disse a formiga. “Não quero que traga nada pra mim da França”. Virou as costas e ia entrando em casa. Mas antes de bater a porta, lembrou de algo:
“Se encontrar por lá um camarada chamado La Fontaine, mande-o à merda por mim, tá bom?”


Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.

Fernando pessoa

Papo pelo skype com André Coelho Gomez (na Espanha) sobre o aniversário do Profeta e outras perfumarias… (Publicado com o consentimento do interlocutor).

esquizo [18:52:01] andre.cgomez: Macho, Muhammad tem vinculo sanguineo com Abraao?
[18:54:39] Alexandre Costa e Silva: Sim
[18:55:02] Alexandre Costa e Silva: segundo a Tradição Islâmica é descendente de Abraão a partir de seu filho Ismael
[18:55:20] Alexandre Costa e Silva: Filho dele com a escrava de sua esposa, Hagar
[18:55:50] Alexandre Costa e Silva: que tornou-se sua esposa, garantindo sua descendência, pois Sarah não podia lhe dar filhos.
[18:56:41] andre.cgomez: antes de Muhammad começar a profetizar, revelar seu encontro com o anjo e tudo.. a familia dele tinha alguma distinçao por essa ascendencia?
[18:57:06] andre.cgomez: tu sabe sobre isso?
[18:58:36] Alexandre Costa e Silva: não estou bem lembrado, mas creio que a tribo Hashimi, de seu pai Abdullah e de seu tio Talib (seu pai adotivo) tinha uma distinção especial por este e por outros motivos. Eles controlavam Meca, e eram idólatras. haviam se desviado do caminho de Abraão e adoravam pedras.
[18:59:28] Alexandre Costa e Silva: O profeta foi perseguido por sua própria família por sua crença no Deus único, Allah, que era considerado mais um deus do panteão árabe, então.
[18:59:53] Alexandre Costa e Silva: Allah, significa “A Divindade”, ou “O Deus”.
[19:00:16] Alexandre Costa e Silva: e seu radical consonantal remete também ao conceito de saudade
[19:00:21] Alexandre Costa e Silva: saudade do lar
[19:01:00] Alexandre Costa e Silva: Por isso o lamento da flauta de bambu, pelo seu desterro, abre o Masnavi
[19:01:18] andre.cgomez: se Sarah nao podia ter filhos, entao os judeus tambem sao descendentes de Hagar?
[19:01:53] Alexandre Costa e Silva: Não. sarah foi abençoada com a possibilidade de dar a luz numa idade avançada, dando origem a Isaac, que é pai da nação judaica.
[19:02:07] andre.cgomez: depois de hagar?
[19:02:09] Alexandre Costa e Silva: Sim.
[19:02:14] andre.cgomez: certo..
[19:02:21] Alexandre Costa e Silva: ismael já era grande quando isso se deu.
[19:02:34] Alexandre Costa e Silva: Mas Abraão, obedecendo a Deus
[19:02:51] Alexandre Costa e Silva: já havia estabelecido sua família com hagar longe de canaã
[19:03:00] Alexandre Costa e Silva: na terra conhecida como Hidjaz
[19:03:05] Alexandre Costa e Silva: ou crescente fértil
[19:03:09] Alexandre Costa e Silva: onde hoje fica Meca
[19:03:27] andre.cgomez: e Sarah viva só?
[19:03:31] Alexandre Costa e Silva: não
[19:03:46] andre.cgomez: junto com Abraham?
[19:03:48] Alexandre Costa e Silva: abraão deixou hagar e ismael em hidjaz e voltou para viver com sarah
[19:03:50] andre.cgomez: e Hagar?
[19:03:57] andre.cgomez: hmmm
[19:04:11] andre.cgomez: que curioso..
[19:04:27] andre.cgomez: e isso tambem esta nos livros dos judeus, macho?
[19:04:42] Alexandre Costa e Silva: um dos rituais da peregrinação islâmica é reviver a tristeza e a solidão de hagar em seu desterro de abraão.
[19:04:47] Alexandre Costa e Silva: e diz a lenda
[19:05:05] Alexandre Costa e Silva: que o pequeno ismael esfregando o calcanhar na terra infértil do deserto
[19:05:14] Alexandre Costa e Silva: desesperado de tanto chorar
[19:05:34] Alexandre Costa e Silva: fez brotar, embaixo de seus calcanhares uma fonte conhecida como a fonte do zam-zam.
[19:05:39] Alexandre Costa e Silva: essa fonte existe até hoje
[19:05:57] Alexandre Costa e Silva: e sua água é um  presente que os peregrinos trazem de volta para amigos e familiares.
[19:06:42] Alexandre Costa e Silva: parte da história está no gênese
[19:06:53] Alexandre Costa e Silva: no pentateuco judaico
[19:07:00] Alexandre Costa e Silva: e a outra parte no alcorão
[19:07:30] Alexandre Costa e Silva: na bíblia, está escrito: “Não temas deixar teu filho Ismael sozinho, pois que dele farei surgir uma grande nação”
[19:07:42] Alexandre Costa e Silva: a nação islâmica, diz o alcorão.
[19:09:00] Alexandre Costa e Silva: os judeus dizem que o “único filho”, não nomeado na bíblia, que Deus manda que abraão sacrifique é Isaac
[19:09:07] Alexandre Costa e Silva: porque Ismael seria ilegítimo
[19:09:14] Alexandre Costa e Silva: mas isso não faz sentido
[19:09:23] Alexandre Costa e Silva: uma vez que o primogênito era Ismael
[19:09:47] Alexandre Costa e Silva: e não havia nenhuma ilegitimidade nisso, já que Abraão casou com Hagar, tomando-a como segunda esposa.
[19:10:18] Alexandre Costa e Silva: era um costume comum dos judeus na época, e ainda é em algumas comunidades, adotar uma segunda esposa, se a primeira é infértil.
[19:11:16] Alexandre Costa e Silva: poxa, estou em “islamic mode”, deve ser o efeito do aniversário do profeta :)
[19:37:33] andre.cgomez: macho, to demorando a comentar porque to dando um help pra uma amiga q ta meio depre..
[19:37:56] Alexandre Costa e Silva: ok
[19:37:56] andre.cgomez: mas to gostando do assunto..
[19:37:59] Alexandre Costa e Silva: no probs
[19:38:12] andre.cgomez: é nossa comemoraçao do cumpleaños do Profeta!
[19:38:15] Alexandre Costa e Silva: tou programando no linux e batendo papo contigo no windows 7
[19:38:18] Alexandre Costa e Silva: poizé
[19:38:24] andre.cgomez: um seminario sobre Muhammad!!!
[19:38:24] Alexandre Costa e Silva: papeando, como siempre
[19:38:26] andre.cgomez: : )
[19:38:26] Alexandre Costa e Silva: hehehehe
[19:48:25] andre.cgomez: entao é um fato que existiram Isaac e Ismael
[19:48:38] andre.cgomez: que nao sao arquetipos
[19:48:39] andre.cgomez: ou lendas
[19:48:43] andre.cgomez: ou mits
[19:48:47] andre.cgomez: ou mitos
[19:49:00] Alexandre Costa e Silva: existe uma diferença entre os fatos e a verdade
[19:49:10] Alexandre Costa e Silva: a verdade transcende os fatos
[19:49:14] andre.cgomez: por isso gostei muito de ler um livro de um historiador frances sobre Cristo
[19:49:15] Alexandre Costa e Silva: e lhes dá sentido.
[19:49:46] andre.cgomez: porque elepesquisou registros historicos de filosofos e pensadores que viveram namesma época de Cristo
[19:49:52] andre.cgomez: e falaram sobre ele
[19:50:00] andre.cgomez: e escreveram, relataram noticias..
[19:50:26] andre.cgomez: entao isso corrobora ou nega coisas que estao na biblia
[19:50:51] andre.cgomez: e se chega mais perto do que aconteceu mesmo..
[19:51:21] andre.cgomez: a biblia nega que Cristo tinha irmaos..
[19:51:38] andre.cgomez: mas sao muitos os registros de que ele de fato tinha irmaos..
[19:51:58] andre.cgomez: entre muitos outros fatos
[19:52:06] Alexandre Costa e Silva: o q fazemos com essa informação é mais importante do que saber se ele tinha ou não irmãos…
[19:52:15] andre.cgomez: sim…
[19:52:47] Alexandre Costa e Silva: fatos são enganosos e fugazes
[19:52:56] Alexandre Costa e Silva: a verdade é eterna
[19:53:08] Alexandre Costa e Silva: o fato é acidental
[19:53:19] Alexandre Costa e Silva: a verdade é essencial
[19:53:57] andre.cgomez: e eu vejo ainda por outro lado.. que independente de se tal naçao, tal povo herdou ou nao tal terra por tal ou qual registro das palavras de tal profeta.. o importante é que todo povo deve ter direito à terra.. a um país.. a viver em paz..
[19:54:05] andre.cgomez: e isso esta acima de qualquer religiao
[19:54:25] andre.cgomez: e o Sufismo, pelo que vi ate agora.. transcende o proprio Isla
[19:54:28] andre.cgomez: nao?
[19:55:35] andre.cgomez: porque a Tradiçao seria a essencia .. e portanto nao depende de mascaras.. ou associaçoes.. ou ortodoxias..
[19:56:29] andre.cgomez: por isso o proprio Rumi diz: Confundo o muçulmano.. o cristao nao me compreende
[19:56:39] andre.cgomez: o judeu me rejeita..
[19:56:46] andre.cgomez: algo assim
[19:56:58] Alexandre Costa e Silva: tem gente que confunde verdade com fato, como na frase: “é fato.”
[19:57:00] andre.cgomez: meu Caminho é com Deus
[19:57:15] andre.cgomez: os fato do gato!
[19:57:17] andre.cgomez: hehehhe
[19:57:20] Alexandre Costa e Silva: o fato é o centro de nosso ocidentalismo aristotélico
[19:57:31] Alexandre Costa e Silva: mas nada pode estar mais distante da verdade
[19:57:46] andre.cgomez: o fato esta distante da verdade?
[19:57:52] andre.cgomez: porque?
[19:58:01] Alexandre Costa e Silva: apenas uma inspiração platônica pode devolver o fato à periferia da realidade e recolocar a verdade no centro
[19:58:10] Alexandre Costa e Silva: a verdade gera inúmeros fatos
[19:58:37] Alexandre Costa e Silva: mas os fatos, por si mesmo, se geram novos fatos, não podem gerar verdade.
[19:59:06] andre.cgomez: mas o fato nao é o fenomeno?
[19:59:15] Alexandre Costa e Silva: O fato não está distante da verdade, apenas é um aspecto manifesto dela
[19:59:19] andre.cgomez: o que ocorreu?
[19:59:27] andre.cgomez: o que é verificavel?
[19:59:32] Alexandre Costa e Silva: se o tomarmos pela verdade mesma, permitimos que o rabo abane o cachorro
[19:59:54] Alexandre Costa e Silva: como isso só acontece em nossa imaginação, nos fechamos num mundo de sombras
[20:00:01] Alexandre Costa e Silva: aparências
[20:00:15] Alexandre Costa e Silva: não tarda para que a própria exist~encia pareça acidental
[20:00:24] Alexandre Costa e Silva: tal como a própria natureza do fato.
[20:00:58] Alexandre Costa e Silva: O que ocorreu em meca, no tempo de abraão?
[20:01:29] Alexandre Costa e Silva: o que foi fato, talvez não tenha força para ecoar par todos os tempos
[20:01:29] andre.cgomez: usa o termo subjetividade no teu discurso..
[20:01:35] andre.cgomez: certo..
[20:02:10] Alexandre Costa e Silva: mas a Verdade, transbordou através dos fatos e mostrou sua cara insofismável aos séculos vindouros
[20:04:10] andre.cgomez: mas existem metodos pra reduzir a subjetividade do que chega ate hoje de informaçao.. se  investigador observa varios registros e de diferentes fontes.. de diferentes epocas..  registros de fontes que nao se comunicavam entre si..  assim é possivel chegar mais perto do que ocorreu na realidade..
[20:04:57] andre.cgomez: hmmmm.. tu esta falando da Verdade do espirito.. nao num sentido historico..
[20:05:10] Alexandre Costa e Silva: Bingo, fiula
[20:05:46] Alexandre Costa e Silva: se você reduz a subjetividade, se você reduz tudo ao fato, esse subproduto, em si, é fruto de uma subjetividade mórbida, avessa a si mesma
[20:06:14] Alexandre Costa e Silva: uma contradição: A objetividade cega à própria subjetividade é a coisa mais subjetiva que podemos conceber
[20:06:37] Alexandre Costa e Silva: assim, o sol só pode nascer para o homem se for dentro do seu peito.
[20:07:05] Alexandre Costa e Silva: o nascimento acidental e natural do sol é só a rotina excruciante de um universo burocrático: ele tem que estar lá.
[20:07:54] Alexandre Costa e Silva: mas o que pode ou não acontecer, é destino, a verdade grandiosamente estampada no âmago do homem
[20:08:07] Alexandre Costa e Silva: pode ou não acontecer
[20:08:10] Alexandre Costa e Silva: mas nunca deixa de ser
[20:08:21] Alexandre Costa e Silva: por isso, os fatos são terreno pantanos
[20:08:24] Alexandre Costa e Silva: pantanoso
[20:08:26] Alexandre Costa e Silva: e os mitos
[20:08:42] Alexandre Costa e Silva: são o próprio solo de onde brotamos nós e os fatos, a nós relacionados.
[20:08:57] Alexandre Costa e Silva: Isso é Platão, e Platão foi um de nós…
[20:09:26] Alexandre Costa e Silva: Aristóteles foi o cara que pressentiu a grandiosidade… e a torceu para caber na sua cabeça, fundando o que chamamos hoje de modo ocidental de pensar
[20:10:04] Alexandre Costa e Silva: onde há, ainda que como ideal, a meta de uma objetividade despida de tudo o que lhe poderia emprestar sentido e vitalidade
[20:10:12] Alexandre Costa e Silva: despida de humanidade
[20:10:24] Alexandre Costa e Silva: ige, viajei :D
[20:10:50] Alexandre Costa e Silva: dá um post do http://expressaoliteraria.wordpress.com
[20:11:15] andre.cgomez: pera..
[20:11:26] andre.cgomez: o tico e o teco aqui tao brigando
[20:12:08] andre.cgomez: hmmm..
Alexandre Costa e Silva
[20:14:06] Alexandre Costa e Silva: olha que cabeça louca a minha
[20:14:10] andre.cgomez: macho.. bom.. meu discurso nao é poetico como o seu.. mas ao menos estou tentando sintetizar o que quero dizer. porque nao tenho, creio, muita habilidade com abstraçao.. com conceitos filosoficos.. fico doidim.. logica, entao, funde minha cabeça.. primeiro,
[20:14:12] Alexandre Costa e Silva: discutindo filosofia e programando
[20:14:26] andre.cgomez: hehehe
[20:14:55] andre.cgomez: primeiro, estamos de acordo, creio, que ser absolutamente objetivo é uma ficçao
[20:15:02] andre.cgomez:  impssivel
[20:15:13] andre.cgomez: porque o individuo sempre estara presente e
[20:15:18] andre.cgomez: portanto, sua subjetividade
[20:15:29] andre.cgomez: da mesma forma, nao exite juiz impazrcial
[20:15:35] andre.cgomez: é uma ficçao do direito
[20:15:41] Alexandre Costa e Silva: macho, continua bailando aê que eu vou buscar o gabriel na escola
[20:15:46] Alexandre Costa e Silva: venho já
[20:15:51] andre.cgomez: ok
[20:15:58] andre.cgomez: mas nao deixa de ser uma meta
[20:16:00] Alexandre Costa e Silva: e quero ouvir o que tu pensa da minha irracionalidade verbalizada :D
[20:16:02] andre.cgomez: e por que essa meta
[20:16:07] andre.cgomez: que nada
[20:16:21] andre.cgomez: tu alem da habilidade com a abstraçao
[20:16:27] Alexandre Costa e Silva: côdilôko, bixon
[20:16:28] andre.cgomez: tem um discurso poetico
[20:16:54] andre.cgomez: e tem uma puta carga de conceitos
[20:17:00] Alexandre Costa e Silva: posso postar esse nosso papo no http://expressaoliteraria.wordpress.com?
[20:17:06] andre.cgomez: craro
[20:17:16] andre.cgomez: antonce
[20:17:20] andre.cgomez: mas bota todo ne
[20:17:23] Alexandre Costa e Silva: Remjá
[20:17:25] andre.cgomez: ainda nao se acabou
[20:17:29] Alexandre Costa e Silva: craro!!!
[20:17:30] andre.cgomez: ok
[20:17:34] andre.cgomez: porrintao
[20:17:43] andre.cgomez: vo continuar e tu le depois
[20:17:51] andre.cgomez: porrintao
[20:18:02] Alexandre Costa e Silva: ok
[20:18:15] andre.cgomez: a objetividade, Arstoteles coloca como uma meta
[20:18:25] andre.cgomez: e isso tem um por que
[20:19:29] andre.cgomez: que, penso eu, é possibilitar alcançar algo tao essencial do objeto observado que seja comum a qualquer observador..
[20:20:37] andre.cgomez: se estamos todos de acordo que tal frequencia de radiaçao refletida por um objeto a partir da luz do sol é uma cor que chamamos de amarelo..
[20:20:50] andre.cgomez: temos um consenso.. sobre o que é amarelo
[20:23:27] andre.cgomez: aí, um grupo de pessoas tem diante de si um limao e uma banana bem maduros.. e todos podem dizer, porque tem conceitos e parametros em comum, que poderiamos chamar de ciencia, que esses dois objetos sao amarelos..
[20:24:25] andre.cgomez: que o amarelo é uma cor que abrage de tal a tal frequencia de onda de luz..
[20:26:43] andre.cgomez: ou como te disse antes.. se quero saber o que realmente ocorreu na vida de determinada pessoa que viveu 2 mil anos atras.. e devido à popularidade dessa pessoa, tenho acesso a variados e distintos registros sobre essa pessoa.. posso alcançar e identificar aquelas informaçoes que sao comuns a esse registros..
[20:27:03] andre.cgomez: e por serem comuns, estarao mais proximos de algo que podemos dizer que foi fato..
[20:27:10] andre.cgomez: e que voi verdade..
[20:28:44] andre.cgomez: entao, por mais que a Igreja Catolica negue que Cristo teve filhos.. e ela se baseia na Biblia, que foi elaborada ou ajustada por ela mesma, e portanto, nao é fiavel.. sabemos por varios outros registros de pessoas que viveram na mesma época de Cristo, que sim, que ele teve filhos..
[20:28:56] andre.cgomez: que Cristo teve uma esposa.. e irmaos..
[20:30:02] andre.cgomez: e esses metodos de investigaçao, baseados nos conceitos Aristotelicos, servem para questionarmos essa instituiçao religiosa cada vez menos poderosa e influente..
[20:30:09] andre.cgomez: para derrubarmos suas mentiras..
[20:31:15] andre.cgomez: através da comprovaçao por metodos historicos de que realmente a Verdade é outra que nao a imposta por uma certa instituiçao..
[20:33:17] andre.cgomez: e essa Verdade historica, alcançada por esses metodos que sim, reduzem subjetividades para chegar mais proximo ao fato.. ao que ocorreu.. permite entao que conheçamos outras liçoes.. outras mensagens dos Profetas.. dos mestres.
[20:33:59] andre.cgomez: e Cristo teve filhos.. isso nos traz outra sensaçao diante dele.. as suas palavras ganham outras cores..
[20:34:38] andre.cgomez: e por exemplo, podemos questionar o celibato dos padres catolicos.. que tantos pedofilos tem gerado para o mundo..
[20:36:04] andre.cgomez: sera que a Igreja Catolica teria tantos psicopatas lhe servindo e agredindo a crianças e adolescentes em seu nome se os padres pudessem ter suas proprias familias, suas esposas, seus filhos?
[20:36:16] andre.cgomez: Se Cristo teve uma esposa, Cristo fez sexo
[20:36:44] andre.cgomez: e portanto sexo nao é pecado, nao é sujo, nao é algo pelo qual se deva sentir vergonha ou pedir perdao..
[20:37:20] andre.cgomez: Ja que pelo conceito da Santissima Trindade, Cristo era Deus na terra, entao Deus fez sexo..
[20:37:38] andre.cgomez: Deus se multiplicou..
[20:38:21] andre.cgomez: e entao, isso reforça um outro conceito que nao esta na Biblia.. que todos temos Deus em nós mesmos..
[21:20:42] Alexandre Costa e Silva: Macho, esse papo tá ficando instigante
[21:21:09] andre.cgomez: leu tudo fiula?
[21:21:15] Alexandre Costa e Silva: sim
[21:23:19] Alexandre Costa e Silva: mas, veja, não é aristóteles e a direção geral de seu discurso quem nos melhor instrumentaliza contra a Igreja Católica ou qualquer outra religião (todas elas sopas das sopas das sopas): A pópria igreja produziu ardorosos defensores de Aristóteles.
[21:23:39] Alexandre Costa e Silva: São Tomás de Aquino, por exemplo, e toda a escolástica medieval
[21:24:12] Alexandre Costa e Silva: Já havia platônicos, no entanto, no seio da própria Mater Iglesia, bem como em todas as outras religiões.
[21:24:18] Alexandre Costa e Silva: Estes eram
[21:24:20] Alexandre Costa e Silva: e são
[21:24:30] Alexandre Costa e Silva: os Místicos, de todas as denominações.
[21:26:55] Alexandre Costa e Silva: O Sufismo é esse movimento louco, de rompimento com os fatos e adesão firme à Verdade sem cadeias, que não cabe em nenhum discurso e não é senão sentida — num primeiro momento — e posteriormente vivida, como no grito misto de dor e júbilo do santo Sufi Al-Hallaj: an’ al- haqq
[21:26:58] Alexandre Costa e Silva: eu sou a Verdade
[21:27:34] Alexandre Costa e Silva: por esse grito foi condenado a ter mãos e pés decepados, sendo depois pregado na cruz.
[21:27:45] Alexandre Costa e Silva: Seu martírio não foi muito diferente do de Jesus.
[21:28:21] andre.cgomez: elza
[21:28:29] Alexandre Costa e Silva: Mais importante do que se Jesus teve ou não filhos, o que é fato hoje é inacess~´ivel
[21:28:51] Alexandre Costa e Silva: a Verdade — essa continua aí
[21:29:00] andre.cgomez: e oque quer dizer com: Eu sou a Verdade?
[21:29:12] andre.cgomez: que a Verdade esta em tudo?
[21:29:24] Alexandre Costa e Silva: Quer dizer: “A Verdade se exibe em mim”
[21:29:25] Alexandre Costa e Silva: ou
[21:29:33] Alexandre Costa e Silva: “Não sou nada”
[21:30:12] Alexandre Costa e Silva: A Verdade está em tudo, mas mais em algumas coisas que em outras. Apenas por paradoxos, paradoxalmente, se pode chegar à verdade :)
[21:30:37] Alexandre Costa e Silva: Deus está em mim, mas é tolice eu me comparar com Jesus, ou mesmo com Agha.
[21:31:10] Alexandre Costa e Silva: ele está numa pedra, mas eu não seguiria uma pedra, e consideraria tolice adorar uma.
[21:31:22] Alexandre Costa e Silva: Porque ele é simultaneamente imanente e transcendente
[21:32:27] andre.cgomez: hmmm..
[21:32:40] Alexandre Costa e Silva: se ele fosse apenas imanente, seria perecível, e não eterno. Seria múltiplo e não uno. E se ele fosse apenas transcendente, nenhuma experiência além de mim seria possível. Toda experiência religiosa jaz nesse simples verdade: Deus não pode ser um estranho completo.
[21:33:06] Alexandre Costa e Silva: De algum modo ele está em mim, mas me ultrapassa, em todas as direções, no espaço e no tempo
[21:34:08] Alexandre Costa e Silva: Assim nos definimos: num reino onde todas as definições se esfumaçam.
[21:35:17] andre.cgomez: sim…  e isso esta muito de acordo com as teorias quanticas..
[21:35:20] andre.cgomez: eu acho
[21:35:26] Alexandre Costa e Silva: Existem gênios da objetividade, e do conhecimento factual dentro e fora da igreja católica, e existem santos católicos que abraçaram essa Verdade — e morreram pregados a ela, como Jesus à cruz.
[21:35:43] andre.cgomez: porque tudo é feito da mesma energia..
[21:36:35] andre.cgomez: hmm.. uma Verdade que permeia tudo..
[21:37:03] Alexandre Costa e Silva: E existem — pasmemos — pelo menos 5.000 santos em cada época que não sabem que o são. Muitas vezes nem mesmo seguem uma religião formal, mas transpiram verdade. Pois a santidade é um artigo volátil — se esvai se pensamos nela. O Falcão do Imperador não pousa em um ombro que não é digno.
[21:37:36] andre.cgomez: mas macho, a racionalidade e a objetividade Aristotelicas servem minimammente pras ciencias fisicas.. sentir a Verdade nao é um instrumento adequado pra construir um aviao..
[21:37:38] Alexandre Costa e Silva: Por esse motivo, devemos tornar-mo-nos amigos dos Amigos de Deus
[21:37:57] andre.cgomez: discutir esses conceitos serve muito pra questoes abstratas
[21:38:04] andre.cgomez: mas nao para tudo..
[21:38:34] andre.cgomez: Deus esta antes e depois de tudo.. e permeia tudo .. certo
[21:39:00] andre.cgomez: mas o ser humano precisa de ferramentas que permitam manipular a realidade..
[21:39:20] andre.cgomez: para produzir a tecnologia por exemplo..
[21:39:21] Alexandre Costa e Silva: Por isso no Alcorão existem flores mortas: a lembrança das paixões que nos impulsionaram à vida, e uma carta do meu amigo Abdullah, As palavras dos santos, dos amigos servos de Deus
[21:39:55] Alexandre Costa e Silva: Que nos lembram da outra vida
[21:39:59] Alexandre Costa e Silva: após da morte
[21:40:04] Alexandre Costa e Silva: após a morte
[21:40:54] andre.cgomez: nao sei.. me parece que a exeriencia da realidade a partir da espiritualidade é sim o Caminho..
[21:41:12] andre.cgomez: mas nao acho que o pensamento Aristotelico choque com isso..
[21:41:40] andre.cgomez: talvez sejam universos paralelos..
[21:41:44] Alexandre Costa e Silva: Não… Apenas não é abrangente o suficiente.
[21:41:46] andre.cgomez: Aristoteles nao tem que falar de Deus
[21:41:52] Alexandre Costa e Silva: Mas ele fala!
[21:42:07] Alexandre Costa e Silva: de deuses, para ser exato.
[21:42:19] andre.cgomez: e espirito nao tem porque falar de hidreletricas
[21:42:19] Alexandre Costa e Silva: ele era um pagão. :D
[21:43:26] andre.cgomez: a questao é essa .. creio.. viver a Verdade.. buscar viver a Verdade, nao nega a ciencia baseada em Aristoteles..
[21:43:32] Alexandre Costa e Silva: a ciência é uma coisa maravilhosa, apenas é muito restrita para basearmos a vida nela
[21:43:33] andre.cgomez: nao nega nem inclui
[21:43:40] andre.cgomez: exato!!!
[21:44:37] andre.cgomez: mas começamos esse assunto porque te perguntei sobre fontes quanto a veracidade da historia sobre avida da familia do Profeta
[21:44:43] Alexandre Costa e Silva: hehehehehe
[21:44:43] andre.cgomez: partimos daí..
[21:44:47] Alexandre Costa e Silva: fui longe paka
[21:45:08] Alexandre Costa e Silva: na verdade, não há religião que preze mais as suas fontes históricas do que o Islam
[21:45:47] andre.cgomez: sim, mas é comum, e vc sabe disso, que se manipule informaçoes sobre coisas antigas para afirmar algo
[21:46:21] andre.cgomez: mas nos proprios livros sufis, nos de Idries, pelo que li ate agora, ele cita sa referencias todas
[21:46:36] andre.cgomez: entao, senti mais segurança
[21:47:13] andre.cgomez: cara, eu ja entendi que para estar nesse Caminho a pessoa tem que sentir que é isso mesmo
[21:47:19] andre.cgomez: nao é uma coisa racional..
[21:47:33] Alexandre Costa e Silva: é… há algo que não te convence pela lógica nem pela razão
[21:47:52] andre.cgomez: mas quando se usa argumentos historicos, aí eu busco confirmar..
[21:47:56] Alexandre Costa e Silva: mas faz cessar a dúvida de uma outra maneira, por um outro canal.
[21:48:15] andre.cgomez: se estamos falando da intuiçao..das coincidencias. tudo isso fala ao coraçao..
[21:48:39] Alexandre Costa e Silva: No conhecimento metafísico, os fatos históricos se mesclam com a realidade superior, manifestamente alegórica, de um modo indiscernível.
[21:49:51] Alexandre Costa e Silva: Assim, de certo mestre sufi se dizia que havia adquirido seu conhecimento pelo esforço e pela disciplina. e também se dizia dele que estava marcado desde antes de nascer pelo selo do seu mandato. Uma vez lhe perguntaram qual das duas histórias era verdadeira.
[21:50:12] andre.cgomez: mas quando me chega um argumento historico, algo como que Cristo diz tal tipo de coisa porque foi ate o Nepal.. certo.. de onde tu tirou isso? quem disse isso? que tipo de registros foram encontrados sobre isso?
[21:52:14] Alexandre Costa e Silva: Suponhamos que, por algum processo “consensualmente” aceito, se descubra que Jesus nunca esteve no Nepal. aí descartamos a história, como inverdadeira. assim, perdemos a oportunidade de aprender com uma história, que — apesar de nunca ter acontecido de fato — é a mais pura e cristalina verdade1
[21:52:15] Alexandre Costa e Silva: !
[21:52:55] andre.cgomez: se algo nunca aconteceu, como pode ser a verdade?
[21:52:59] Alexandre Costa e Silva: A abordagem mais correta para mim nesse caso seria: o que há nessa história para mim? e familiarizar-me com ela.
[21:53:07] andre.cgomez: isso nao é uma contradiçao?
[21:53:18] andre.cgomez: sim.. a mensagem
[21:53:24] andre.cgomez: entendo..
[21:53:27] Alexandre Costa e Silva: Porque a verdade tem que acontecer para ser? É dela que emanam os acontecimentos
[21:53:37] andre.cgomez: hmmm..
[21:54:10] andre.cgomez: certo.. a Verdade é uma mensagem superior.. digamos assim.. tem uma natureza superior.. divina.. e portanto, nao importa de é fato..
[21:54:12] Alexandre Costa e Silva: [21:49] Alexandre Costa e Silva:  de certo mestre sufi se dizia que havia adquirido seu conhecimento pelo esforço e pela disciplina. e também se dizia dele que estava marcado desde antes de nascer pelo selo do seu mandato. Uma vez lhe perguntaram qual das duas histórias era verdadeira.

<<< como eu dizia
[21:54:33] Alexandre Costa e Silva: Ele respondeu simplesmente:
[21:54:39] Alexandre Costa e Silva: — As duas, idiota!
[21:54:44] andre.cgomez: rsrrss
[21:54:57] andre.cgomez: certo..
[21:55:02] Alexandre Costa e Silva: :D delicado como um dervixe :D
[21:55:06] andre.cgomez: kkkkkkkkkkkkkkk
[21:55:29] andre.cgomez: sim.. quando se trata de um ensinamento.. perfeito..
[21:55:42] Alexandre Costa e Silva: É disso que a gente vive, macho
[21:55:46] Alexandre Costa e Silva: o resto é acidente
[21:55:52] Alexandre Costa e Silva: e distração
[21:56:03] andre.cgomez: siiim…. mas historia é historia..
[21:56:12] andre.cgomez: a ciencia historia é uma coisa..
[21:56:20] andre.cgomez: contar historia é outra
[21:56:34] andre.cgomez: essa diferença pra mim existe
[21:57:00] andre.cgomez: contar a historia do brasi.. pedro alvares cabral… isso nao tem ensinamento
[21:57:03] andre.cgomez: sabedoria..
[21:57:05] andre.cgomez: pode ter..
[21:57:11] andre.cgomez: mas nao tem esse objetivo..
[21:57:34] andre.cgomez: contar Aladin e os 40 ladroes.. é outra coisa
[21:57:41] andre.cgomez: contar a lenda do Curupira
[21:57:44] andre.cgomez: é outra coisa
[21:58:01] andre.cgomez: Fifi.. okey..
[21:58:03] andre.cgomez: rsrsrs
[21:59:36] Alexandre Costa e Silva: o “velho vilão” que é o mundo, querendo trocar a verdade pela falsidade, o essencial pelo passageiro, a realidade pelo sonho.
[22:00:26] Alexandre Costa e Silva: Como na historia em que o diabo abre uma barraquinha de feira e grita:
[22:01:10] Alexandre Costa e Silva: — Quem quer trocar o essencial pelo acidental, o fundamental pelo acessório, a claridade pela obscuridade, o legítimo pelo falso, o passageiro pelo eterno?
[22:01:35] Alexandre Costa e Silva: logo se juntou uma grande multidão, dizendo: “Eu, eu!!”
[22:01:54] Alexandre Costa e Silva: e o diabo enquanto anotava os pedidos, pensava: “estranho comércio”
[22:02:19] Alexandre Costa e Silva: prospera enormemente, este comércio nos dias de hoje.

E por aí vai… “Eu sei que o mundo é um fluxo sem leito e é só no ôco do seu peito que corre um rio” (Caetano Veloso).

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